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Voo inaugural Embraer KC390




A Embraer fez o voo inaugural do novo avião de transporte militar KC-390, nesta terça-feira (3). A aeronave, a maior já fabricada no país, sobrevoou por 1h25 a região de Gavião Peixoto (SP). Um acordo com o governo prevê o fornecimento de 28 jatos militares do modelo à Força Aérea Brasileira (FAB) ao longo de 10 anos - a primeira entrega está programada para o 2º semestre de 2016.

SERIPA IV PROMOVERÁ SEMINÁRIO PARA OS MANTENEDORES DA AVIAÇÃO


   O Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV) promoverá o Seminário Regional de Prevenção – “Manutenção e Operação Aérea: Dois lados da mesma moeda”, voltado prioritariamente para profissionais e estudantes da aviação civil envolvidos com a manutenção de aeronaves e operações aéreas. 
     O evento acontecerá na cidade de São Paulo (SP), no Auditório do COPOM, na Rua  Ribeiro de Lima, 158, situado no bairro do Bom Retiro, na região central da capital, no dia 08 de novembro de 2014, de 09:00 h às 18:00 h.
     Os interessados em participar deverão realizar as inscrições online no link abaixo mencionado. O seminário é totalmente gratuito e terá vagas limitadas. O prazo de inscrições será até o dia 28 de Novembro de 2014.
     O evento tem como objetivo promover e atualizar o público-alvo nas atividades de prevenção de acidentes, um vez que a atuação desses profissionais reflete diretamente no nível de segurança dos voos. Entre os assuntos a serem tratados estão o MRM (Maintenance Resource Management), ocorrências de manutenção em acidentes e incidentes, manutenção de grandes operadores (Gol Linhas Aéreas) e estudos de casos.

    Haverá a participação de palestrantes e especialistas do CENIPA, SERIPA IV e DCTA.
               
      Panorama - Segundo as estatísticas do CENIPA, 4,87% dos acidentes aeronáuticos ocorridos entre 2004 e 2013 (1.136) envolveram a manutenção das aeronaves. Em números, isto corresponde a 1,5 acidentes/ano somente na área de atuação do SERIPA IV.   

     Com a demanda crescente por profissionais de manutenção, faz-se necessário um evento como esse que envolva a comunidade aeronáutica em torno do tema “Manutenção”. 

       A busca pelo ZERO acidente é constante e devem ser empregadas todas as ferramentas disponíveis no SIPAER para a disseminação de sua filosofia no intuito de alcançar esse objetivo.

Para a inscrição, acesse o link: http://goo.gl/wXtmj1

Fonte: 
2Ten. Lílian
Chefe da Comunicação Social do SERIPA IV
Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos 
CENIPA

Carlos Peroni
mapblog.sac@gmail.com

Boa Notícia aos amantes da aviação

     Este post trata da atual situação do PP-SMA o 1º 737 a voar na America Latina, e o segundo a voar mais tempo por uma só empresa,  (um pouco da historia desta aeronave)

PP-SMA em sua primeira pintura



      Avião histórico foi arrematado em um leilão por um empresário de Belo Horizonte, que promete preservar a história da VASP e deixar a aeronave aberta ao público


       O Boeing 737-200 estacionado desde 2004 em uma área remota do Aeroporto de Confins já tem um novo dono. A aeronave, fabricada em 1969, foi arrematada por R$ 92 mil em um leilão no dia 30 de outubro. A reportagem do Vrum conversou com o vencedor do leilão, um empresário de Belo Horizonte que preferiu não se identificar e nem informar a finalidade da compra do Boeing.

OBRIGADO A TODOS!!!

       Muito obrigado a todos que me apoiaram, que me ajudaram nessa escalada, foi muito esforço, dias e dias estudando, a prova estava muito difícil, mas eu venci, em 120 questões tive 107 acertos, e voltei de Brasilia com dois CCT's (Certificado de Conhecimento Teórico) em Grupo Motopropulsor e Célula  novamente muito obrigado, e dedico este vídeo para os mecânicos, pilotos, e comissarias, que no dia 09-05-2013 fizeram a prova junto comigo, e obtiveram exito. 


Parabéns a todos, vencemos a ANAC... mas...


Carlos H Peroni jr 
mapblog.sac@gmail.com





FLY SAFE Cursos e Treinamentos


Trago a vocês, um anuncio que recebi com muito carinho de um grande mestre e amigo, se trata da Fly Safe Cursos e Treinamentos, uma instituição de ensino voltada aos Técnicos em manutenção de aeronaves recém formados, la vocês  encontraram cursos e treinamentos, voltados a área, aperfeiçoando assim seus conhecimentos e tornando seus currículos mais atrativos aos olhos das grandes empresas, alem disso, a Fly Safe possui um curso intensivo voltado para a prova da ANAC.


08 de março Dia Internacional da Mulher

Nosso parabéns para todas as mulheres, nesse dia mais que especial, dia em que comemoramos o prazer de conviver com todas, sejam mães, esposas, namoradas, chefes, amigas, colegas de profissão, saibam que sem vocês ficaríamos perdidos,

Em especial homenageamos hoje, as que fazem parte do nosso mundo da aviação, parabéns a todas estas que venceram barreiras e cada dia ocupam profissões que antes eram rotuladas como masculinas, parabéns, as pilotos, comissarias, mecânicas, despachantes de voos, atendentes, etc, a todas que fazem da aviação um pouco mais feminina.


Carlos H Peroni Jr
mapblog.sac@gmail.com

Aeronáutica implanta laboratório para abrir e ler caixas-pretas no Brasil

A Aeronáutica implantou no ano passado, em Brasília, um laboratório com capacidade de abrir e analisar dados de caixas-pretas de aviões civis e militares que tenham se envolvido em acidentes no Brasil. O G1 visitou o local para acompanhar o trabalho dos especialistas do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). 



Após a instalação do Laboratório de Análise e Leitura de Dados de Gravadores de Voo (Labdata), no ano passado, foram abertas e analisadas no Brasil 31 caixas-pretas de aeronaves ligadas a acidentes. Em 2009, somente dois equipamentos tinham sido lidos após serem enviados para o exterior. 

Dentre as caixas-pretas lidas em 2011 no Brasil há algumas de Bolívia e Colômbia. 

Antes da implantação do laboratório, a Aeronáutica mandava os gravadores para exterior em casos estritamente necessários. Isso porque há custos no deslocamento dos investigadores e a aeronave precisava parar de operar enquanto os dados são obtidos. Foi isso o que ocorreu em 2007 com o gravador do Airbus da TAM que colidiu contra um prédio no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, deixando 199 mortos. 

“Ainda não temos a capacidade total de ler caixas-pretas danificadas (como atingidas fogo, cabos cortados, com interferências ou que sofreram algum dano), pois vamos adquirir em 2012 os kits para leitura mais complexa. Já conseguimos ler alguns gravadores danificados, entre eles o de uma aeronave boliviana e de um Learjet que caiu na Baía de Guanabara quando faria um pouso no Aeroporto Santos Dumont, e que sofreu oxidação", disse ao G1 o coronel Fernando Camargo, que apurou as causas do acidente da TAM e é gerente do projeto que implantou o Labdata. 

“No caso do Learjet, tivemos que abrir a caixa metálica que protege e tirar a placa de memória, colocando-a em outro gravador do mesmo fabricante para que pudéssemos ler”, acrescenta o oficial. Se aberta de forma inadequada ou por pessoa não treinada, tudo pode ser perdido. 

“O gravador de dados, que registra informações como velocidade, altitude e como se comportaram os sistemas da aeronave, é hoje matéria-prima fundamental para a entender o que ocorreu em um acidente, pois nos dá informações precisas. Já o de voz não é tão imprescindível, usamos apenas diálogos importantes. Às vezes, a Justiça nos pede a transcrição dos diálogos e nem sempre os temos”, explica Camargo. Cada dado que a caixa-preta grava é chamado de "parâmetro". 

Outra caixa-preta que deu trabalho, após ser queimada externamente, foi a do acidente com um LET da companhia Noar, que caiu no Recife em julho, deixando 16 mortos. O gravador de voz foi aberto no Brasil, já o de dados teve de ser levado aos Estados Unidos. "Já em 2010, no caso de um Bandeirante que sofreu um acidente grave e a caixa-preta foi danificada, nem a fabricante conseguiu fazer a leitura e nós não tínhamos o cabo compatível para recuperar as informações. Pela internet ele custava muito caro, mas um amigo conseguiu comprar e nos enviar pelo correio”, relembra. 

O Cenipa é o órgão responsável por investigar acidentes aéreos no Brasil conforme a lei federal de 1982 que criou o Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer). Segundo o chefe do Cenipa, brigadeiro Carlos Alberto da Conceição, auditoria da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) apontou que o Cenipa atingiu em 2009 um nível de conformidade de 96% conforme os padrões internacionais, empatado em primeiro lugar com a Agência Européia para a Segurança da Aviacão (Easa). Não é necessária a homoloagação da Icao para o Cenipa possuir um laboratório de caixa-preta. 

Como é o processo

O avião tem duas caixas-pretas, que normalmente ficam na parte traseira da aeronave: uma que armazena os dados do voo- dependendo da aeronave, podem ser até mil parâmetros por até 40 horas - e outra de voz, com os diálogos da cabine. Novos modelo, chamados de combo, unem as duas gravações em uma só caixa.
Quando o gravador não está danificado, não é necessário ser aberto. Um cabo é conectado e, através de sua ligação a um software compatível do fabricante da caixa-preta, é possível recuperar um arquivo com os dados e o áudio. O trabalho mais difícil vem em seguida: a conversão da memória em bits em informações tangíveis sobre o que ocorreu com o avião. 

“Cada tipo de caixa-preta tem uma cablagem (modelo de cabo para download do arquivo bruto) e um software diferente para ser usado. A partir de sua aplicação conjunta, obtemos um arquivo em código binário que armazena os dados sobre o que ocorreu durante o voo. As pessoas não conseguem entender o que houve com o avião apenas olhando os bits, precisamos convertê-los nos dados reais”, diz o oficial. 

Cada sequência de 12 bits é chamada de "palavra". Existem caixas-pretas que gravam de 32 a 1.024 palavras por segundo. Para a conversão, o investigador informa ao computador em quais bits e em quais conjuntos de palavras o software deve buscar os registros do que precisa saber.

Para entender o que provocou a tragédia, o Cenipa precisa saber em quais palavras cada parâmetro foi gravado. 


Caixas-pretas passam por análise antes da recuperação de dados sobre o acidente

Outra análise é feita com a gravação das conversas da cabine, que passa por uma mesa de som onde é possível melhorar a qualidade e separar os quatro canais de áudio (piloto, copiloto, ambiente da cabine e do engenheiro - este último quase não é mais usado). 

Problemas no Brasil 

Dentre preocupações recentes do Cenipa quanto ao registro de dados está no fato de orientar companhias aéreas e pilotos para que, no caso de incidentes graves durante o voo, a caixa-preta seja desligada. Isso porque a gravação é contínua e, ao término do limite da memória, recomeça, perdendo todos os dados antigos. 

A determinação de desconectar a caixa-preta após algo grave é obrigatória procedimentos expedidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas nem sempre cumprida. 

Também há uma avaliação sobre o destino final das caixas-pretas após a cópia, como a possibilidade de apagar-se a memória e manter os dados apenas sob poder do órgão que apura a tragédia.

“Há uma discussão no Grupo Internacional de Investigadores de Gravadores, do qual fazemos parte, sobre o que fazer com as caixas após a leitura. Normalmente, não temos porque manter em nossa posse e devolvemos às empresas. Mas as informações podem em seguida ser copiadas, manipuladas, e usadas para outros fins. Ainda não há um consenso sobre esta questão”, acrescenta o coronel Camargo. 

Para 2012, o Cenipa pretende adquirir para o laboratório kits que permitirão abrir e ler caixas-pretas com problemas ou que foram atingidas pelo fogo, água ou parcialmente destruídas e também uma estação de solda e ferramentas eletrônicas específicas para estes trabalhos, permitindo ao país maior independência na investigação de acidentes aéreos.
 

FONTE:
Reportagem de: Tahiane Stochero Do G1, em São Paulo
Reportagem original pode ser vista em:globotv.globo.com
Carlos Henrique Peroni Junior
mapblog.sac@gmail.com 

Brasil recebe relatório final sobre a queda do AF 447 (Globo.com)

França divulgará oficialmente o documento em 5 de julho.
Tragédia que matou 228 pessoas completou 3 anos nesta sexta (1º).




Os pilotos do voo AF 447  não compreenderam a tempo que o avião  perdeu a sustentação após um procedimento equivocado do copiloto mais novo e isso levou à queda do avião, que matou 228 pessoas em 1º de junho de 2009.

Nos segundos finais, eles  tentaram impedir o acidente, mas a aeronave já estava em tão baixa velocidade que reverter a queda do Airbus A-330 da Air France – que havia partido do Rio de Janeiro e seguia em direção a Paris – no Oceano Atlântico, há 3 anos, era praticamente impossível.

A disposição de informações no painel e o design da cabine da aeronave foram fatores que contribuíram para dificultar que a tripulação identificasse a ação errada do copiloto menos experiente – que estava com os comandos – e também que o avião estava caindo porque perdeu sustentação.
Esses registros constam no relatório final que o BEA (Escritório de Investigações e Análises, na sigla em francês, encarregado das investigações) promete divulgar em 5 de julho. O documento já foi recebido por Brasil, EUA, Inglaterra e Alemanha para as considerações finais, conforme apurou o G1. Segundo a legislação internacional, a Convenção de Chicago, os países têm 60 dias para enviar sua posição. O BEA pode não mudar o texto com base nas ponderações feitas, mas elas deverão obrigatoriamente constar no final do relatório.
A investigação confrontou dados das caixas-pretas com ações da cabine e respostas da aeronave e apontará que o desenho da cabine, o automatismo do Airbus e a falta de treinamento adequado estão entre os principais condicionantes para que os pilotos não entendessem por que o avião caía.

Outros três relatórios preliminares foram produzidos pelo órgão francês. O último já trazia as informações das caixas-pretas e relatava que o copiloto mais novo estava no comando da aeronave. O comandante havia deixado o posto para ir dormir pouco antes de entrar em uma tempestade, sem fazer uma divisão clara de tarefas entre os copilotos.
Durante a passagem pela tempestade, a baixa temperatura externa congela os sensores pitot e bloqueia a medição de velocidade. Sem informações corretas, o Airbus sai do piloto-automático.

O copiloto mais novo assume os comandos e, em uma atitude que não se sabe explicar, eleva o bico da aeronave, fazendo o alarme de estol (perda de sustentação) tocar duas vezes.

Com o procedimento de subida, o avião perde ainda mais velocidade e realmente começa a perder sustentação. O alarme de estol toca mais de 70 vezes – algumas delas por quase um minuto ininterrupto.

O copiloto mais novo, que está nos comandos, mantém sempre esta ação de subida, enquando o correto seria jogar o bico do avião para baixo, recuperando velocidade e sustentação e impedindo o acidente.

Nenhum dos pilotos havia recebido treinamento em caso de perda de sustentação de Airbus em alta altitude e sem informações confiáveis de velocidade. O copiloto mais experiente chega a dar, em alguns momentos, a ordem para que o colega tome a atitude correta, mas não se dá conta da ação equivocada de seu companheiro, e isso foi dificultado pela falta de informações sobre a real situação de estol no painel do Airbus.
Ao ser chamado pelo copiloto mais experiente, o comandante retorna à cabine cerca de 3 minutos após a queda do piloto automático. Ele não entende o que ocorre e não toma nenhuma atitude. Menos de 1 minuto depois, o Airbus choca-se com a água.
Em nenhum momento, os passageiros receberam aviso de problema. Todos os 228 a bordo morreram na tragédia. Apenas 153 corpos foram identificados após as buscas.

Sistema de controle


O BEA criou um grupo de trabalho para tentar entender as ações da tripulação na cabine e se fatores psicológicos – como pressão, estresse, sobrecarga de trabalho ou conhecimentos prévios – interferiram na tragédia. Mas o que os pilotos pensaram na ocasião é impossível determinar. Uma das hipóteses são as mudanças realizadas durante o voo nos modos de controle do sistema “fly-by-wire”, da Airbus.
Quando o piloto automático desconecta, o computador passa de “normal law” (modo que protege o avião contra movimentos equivocados e evita o estol) para “alternate law” (com poucas proteções sobre as ações do piloto). Há duas formas de “alternate law” – uma com e outra sem proteção de estol.
Quando os pitots congelaram e o computador passou a receber informações discrepantes de velocidade, o A330 entrou em "alternate law" sem proteção de estol. É possível que o piloto novato não entendesse algumas das restrições do sistema e nunca houvesse voado nesse modo.
Confira 11 fatores que culminaram no acidente no AF 447 em 1º de junho de 2009:



Controle de voo


O voo AF 447 partiu do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, na noite de 31 de maio. Quando voava sobre a região monitorada pelo Cindacta do Recife, o controlador de voo faz contato com a tripulação acreditando ser outro voo, também da Air France, que havia partido de São Paulo no mesmo horário. O comandante percebe o erro e avisa.
Minutos depois, o controlador passa uma nova frequência de rádio que a tripulação deve usar para o contato com Senegal (a próxima área de cobertura de radar). O comandante repete os números (a ação é chamada de cotejamento), mas troca 1 dos 12 dígitos. O controlador no Recife não percebe o erro.

Mais tarde, um controlador brasileiro tenta contato – sem êxito – três vezes com o AF 447. A região não é coberta por radar, e a aeronave não estava conectada a um sistema via satélite que permitiria o envio de dados.
Localização e resgate


Houve demora da Air France em informar o desaparecimento do voo e para começar as buscas. Também os controles do espaço aéreo de Brasil e Senegal demoraram para notar o sumiço do Airbus A330.
Aviões e navios de França, EUA e Brasil foram deslocados para a região apenas durante o dia. Segundo a caixa-preta, a queda aconteceu às 2h14min28s GMT (23h14 no horário de Brasília). Os primeiros destroços e corpos começam a ser encontrados quase uma semana depois.
Tempestade (clima)


Quando a aeronave segue para a tempestade, as nuvens carregadas preocupam um pouco os pilotos. Eles comentam os fatores meteorológicos e que já haviam enfrentado outras situações semelhantes e piores. O nível de turbulência aumenta ligeiramente, mas isso não chega a assustar.

A tempestade pode ter atuado como fator psicológico, como aumento de estresse. E houve falha na análise das condições meteorológicas. A tripulação poderia ter mudado a rota e desviado da tempestade, como outras aeronaves que fizeram o mesmo trajeto naquela noite.
Sondas pitot




Na passagem por cima da tempestade, a temperatura externa cai muito e há a formação de gelo nas sondas pitot, que deixaram de mandar informações corretas sobre a velocidade. O sistema passou a receber três informações diferentes de velocidade, e o piloto automático se desconectou.

A Air France informou na época que estava em processo de troca das sondas por outras que resistem a até - 50ºC. A fabricante e as agências que regulam a aviação civil na Europa e no Brasil poderiam ter exigido que o modelo só voasse a altas altitudes com pitot de maior resistência.


Falta de compreensão



Os pilotos não entendem o que está acontecendo, mesmo com o alarme de estol tocando 75 vezes. Eles também não entendem quais informações eram corretas. Nenhum dos pilotos identificou formalmanente a situação de estol e nenhum dos pilotos faz referência em voz alta ao estol, o que é um procedimento padrão. Os passageiros não receberam nenhum aviso.

Erro de procedimento



Quando o piloto automático se desconecta, o piloto mais novo começou a colocar o bico do avião para cima, provocando a situação de estol. Não se sabe o motivo que o levou a tomar tal decisão. A ação correta seria jogar o bico do Airbus para baixo, para ganhar velocidade e recuperar sustentação.
O BEA apontou que "em menos de um minuto após a desativação do piloto automático, o avião sai de seu domínio de voo, como resultado das ações de pilotagem manual, predominantemente de elevar o nariz".

Gerenciamento de cabine



A falha de gerenciamento de controle de cabine (CRM, como a sigla é conhecida na comunidade aeronáutica) é considerada um fator importante. O comandante foi descansar e cedeu seu lugar para o copiloto mais novato, sem deixar recomendações e divisão clara de tarefas entre os copilotos. O copiloto com menos experiência (Pierre-Cedric Bonin, de 32 anos, e com 2.936 horas de voo) assume.
O copiloto mais experiente (David Robert, de 37 anos, e com 6.547 horas de voo) demorou muito para perceber que seu companheiro tomava a atitude errada. Só entendeu nos últimos segundos antes de o Airbus se chocar com a água.
O relatório preliminar já apontou a necessidade de um sistema com mais autonomia para o posto do copiloto, permitindo uma maior divisão de tarefas no controle do Airbus.


Automatismo


Não há como saber o que levou o copiloto menos experiente a cometer o equívoco e por que os outros dois pilotos não entenderam o alarme de estol. Uma das possibilidades é o sistema de controle do Airbus (fly-by-wire). Os pilotos poderiam estar acreditando que estavam em um modo de controle – que a aeronave entrou após a perda das informações e a queda do piloto automático – que tinha proteção para estol (perda de sustentação).

Não se sabe se os pilotos ignoraram o alarme de estol porque acreditavam se tratar de um sinal espúrio.

Outra questão é a inexistência de uma indicador visual aos pilotos, durante a queda, do real nível de estol (o fator é chamado de incidência e ativa o alarme de perda de sustentação).


Design da cabine



A posição e o desenho da cabine podem ter dificultado o piloto mais experiente a não perceber a atitude errada do novato. O "control stick" (ou "side stick", equipamento semelhante ao controle de videogame usado para enviar ordens ao computador) está posicionado embaixo da janela lateral, ao lado do assento de cada um dos pilotos. Essa posição poderia atrapalhar um dos pilotos a ver as ordens que o outro está passando para a aeronave.

Esta observação, porém, é relativizada porque o comando aparece no painel de controle à frente dos pilotos quando a ordem é dada. Apesar da baixa velocidade e de o avião não estar mais voando, os pilotos, na cabine, não perceberam e nem tiveram a visualização de que isso ocorria.


Treinamento



Os pilotos não haviam recebido treinamento para lidar com perda de controle automático em alta altitude e nem sobre como reverter situações de estol em alta altitude.


Estol


A perda de sustentação da aeronave é a causa da queda do A-330. O avião estolou e permaneceu nessa situação devido ao procedimento equivocado do piloto, segundo o BEA.
O relatório final vai recomendar melhorias no sistema de alarme e na forma em que os pilotos possam visualizar diretamente no painel a incidência de inclinação da aeronave e a situação de estol.
O G1 procurou a Air France, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno.

Em nota ao G1, a Airbus respondeu "que as autoridades que investigam o acidente não identificaram quaisquer problemas relacionados às aeronaves" e que "até hoje, não houve recomendações" relacionadas ao modelo. "O relatório do BEA ainda não foi publicado, então qualquer menção na imprensa é mera especulação", diz a fabricante.

Sobre a funcionalidade da cabine, a Airbus diz que "tem sido utilizadas ao longo de décadas e foi concebida junto aos pilotos das companhias aéreas e das autoridades do setor". A construtora acrescenta que "o sistema de cockpit Airbus Fly-by-Wire está em operação desde 1988 e já contabiliza 143 milhões de horas de voo e 65 milhões de voos até hoje”.


FONTES:
Reportagem de: Tahiane Stochero Do G1, em São Paulo
Imagens retiradas do Google Imagens 
Reportagem original pode ser vista em: Globo.com Acidente do Voo AF447 


Opinião:

"Novamente vemos relatórios com acidentes, em que falta de Treinamento, e erros de projetos por parte das aeronaves da Airbus, decidem a vida de centenas de pessoas, não vou ficar aqui defendendo minha ideia "Pro Boeing" e falando o que eu acho sobre o automatismo das aeronaves da Airbus, mas peço ao meus leitores que procurem no google ou quaquer outro site de busca sobre os acidentes ocorridos com aeronaves desta fabricante, e seus relatórios, de fato o excesso de automatismo vem gerando procedimento complicados, que vem resultando em acidentes como vimos em São Paulo com A320 PR-MBK da TAM, termino meu acréscimo de opinião, deixando alguns link relacionados a acidentes com Airbus e seu sistema Fly-by-wire"
(Carlos Henrique Peroni Junior)


Boa tarde a todos e bom Final de Semana 
Carlos Henrique Peroni Junior
mapblog.sac@gmail.com

Aeronáutica reestrutura rotas para reduzir tempo de voos no país

Projeto da Aeronáutica deve reduzir consumo de combustível por aviões.
Sistema, que permite voos mais 'retos', começa a funcionar em 2012.

Fábio Amato Do G1, em Brasília
Um projeto de reestruturação da rede de rotas aéreas feito pela Aeronáutica promete reduzir o tempo de viagem no país, além de diminuir o consumo de combustível e a poluição provocada pelos aviões.
De acordo com a Aeronáutica, a partir de 2012, as aeronaves comerciais passarão a se deslocar pelo Brasil por meio da chamada Navegação Baseada em Performance (PBN, na sigla em inglês), sistema que permite que o caminho percorrido entre um aeroporto e outro seja mais "reto" e direto.
A imagem mostra como são as rotas hoje, com necessidade de curvas e cruzamentos nas ligações São Paulo-Belo Horizonte e São Paulo-Brasília. As linhas azuis são os 'caminhos' baseados nos equipamentos instalados no solo.  (Foto: Foto: Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea))A imagem mostra como são as rotas hoje, com
necessidade de curvas e cruzamentos nas ligações
São Paulo-Belo Horizonte e São Paulo-Brasília.
As linhas azuis são os 'caminhos' baseados nos
equipamentos instalados no solo. (Foto: Decea)
Hoje, os trajetos feitos pelos aviões acompanham linhas de equipamentos de auxílio à navegação aérea instalados no solo. O piloto precisa passar sobre uma série desses equipamentos, que emitem sinais captados pelo avião e permitem dizer a sua localização e a direção em que ele voa.
Muitas vezes, por conta da localização desses equipamentos, a aeronave é obrigada a fazer curvas e desviar da direção da cidade-destino, o que aumenta o tempo de viagem e o consumo de combustível.
Imagem mostra como vão ficar as rotas, mais 'retas' e com menos cruzamentos (Foto: Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea))Imagem mostra como vão ficar as rotas, mais 'retas'
e com menos cruzamentos (Foto: Departamento de
Controle do Espaço Aéreo (Decea)
Com o sistema PBN, pilotos e controladores passarão a usar informações de satélites e de equipamentos que ficam dentro do avião para saber sua posição e a direção. Sem a obrigação de acompanhar os equipamentos no solo, diminui a necessidade de curvas e o caminho fica mais reto.
Tempo de voo menor
Cálculos preliminares feitos pela Aeronáutica indicam a redução de cerca de 10 minutos no tempo das viagens tendo como origem ou destino a cidade de São Paulo, nas ligações com Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Natal.
Apenas nessas rotas são feitos mais de 35 mil voos por ano. Segundo a aeronáutica, os 10 minutos a menos por voo devem gerar uma economia de cerca de 12 milhões de kg de combustível e evitar a emissão de cerca de 38 milhões de kg de CO2 na atmosfera por ano.
“Este é um cálculo conservador. Esperamos que o tempo de viagem e, consequentemente, a economia de combustível e redução das emissões, sejam maiores do que as estimativas preliminares apontam”, disse o tenente-coronel Julio Cesar Souza Pereira, chefe da Sessão de Planejamento Operacional Estratégico do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e responsável pelo projeto.
O sistema PBN começa a funcionar em março de 2012 na área que inclui as cidades São Paulo, Campinas, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória. A estimativa é que ele passe a valer para todo o país até o final de 2013. Os equipamentos de solo vão continuar a funcionar, principalmente para guiar aeronaves que não dispõem de equipamentos para voar pelo novo sistema.

http://glo.bo/p4ob06
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